Lucro da Ânima Educação triplica no 2º trimestre de 2026

A Ânima Educação, maior conglomerado de ensino superior privado do Brasil, lucrou R$ 29,1 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 206,3% sobre os R$ 9,5 milhões de igual período de 2025. Sem os efeitos não recorrentes e da amortização de intangíveis de aquisições, o lucro ajustado foi de R$ 38,6 milhões.

A Ânima lucrou R$ 29,1 milhões no segundo trimestre de 2026. A empresa que administra as operações das universidades Anhembi Morumbi, São Judas, UniBH, UNP, entre outras, atribui o avanço de mais de 200% à queda no volume de amortização de intangíveis de aquisições e à compra de participações minoritárias feita nos últimos trimestres.

Base de alunos do conglomerado cai para 348,1 mil no trimestre. O total de estudantes reportado é 9,1% inferior em relação aos 382,8 mil alunos matriculados no ensino superior da instituição. A maior queda, de 18,1%, ocorreu entre os alunos matriculados para o ensino digital, de 152,7 mil para 125,1 mil em um ano.

A receita líquida somou R$ 1,05 bilhão no trimestre, alta de 4,4% em um ano. O crescimento veio do Ânima Core, com alta de tíquete médio no ensino acadêmico, e da Inspirali, que registrou avanço de 9,8% na receita. Já o Ensino Digital teve retração, atribuída pela companhia às restrições do Novo Marco Regulatório sobre a oferta de determinados cursos de graduação nessa modalidade.

O Ebitda (indicador que mede a geração de caixa) ajustado somou R$ 383,8 milhões no trimestre, alta de 9% em um ano, com margem de 36,6%, 1,6 ponto percentual acima. A companhia destaca ainda o Ebitda ajustado sem o efeito do IFRS 16 — norma contábil que trata dos contratos de aluguel —, de R$ 314,9 milhões, alta de 11,9%, com margem de 30,0%.

A Ânima investiu R$ 48,7 milhões no trimestre, alta de 2,8% em um ano, principalmente em sistemas e tecnologia. A dívida líquida ajustada terminou junho em R$ 3,02 bilhões, 3,3% acima dos R$ 2,93 bilhões de março. A alavancagem (relação entre a dívida e a geração de caixa) ficou em 2,41 vezes o Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, ante 2,39 vezes em março.

No Ânima Core, a companhia relata aumento na evasão de alunos no início do semestre, ligado ao "volta às aulas". Segundo a empresa, o problema já foi corrigido: o indicador de evasão voltou aos níveis anteriores até o fim do semestre. O aumento nas perdas estimadas com créditos de liquidação duvidosa (PECLD, provisão para calotes de mensalidades) associado a essa evasão pressionou a margem operacional do Core.

O que diz a Ânima Educação

A companhia afirma que os problemas de evasão do início do semestre no Ânima Core já foram resolvidos. "Os desafios operacionais enfrentados na 'volta às aulas' no Ânima Core impactaram a evasão do semestre, mas nos mobilizamos para rapidamente realizar os ajustes necessários para uma experiência mais fluida, retornando nosso indicador de evasão aos níveis anteriores já ao final do semestre", diz Paula Maria Harraca, presidente da Ânima Educação, na mensagem que acompanha o balanço.

A executiva destacou a compra da FMU como passo para fortalecimento da posição da Ânima no setor. A nova marca a ser integrada ao conglomerado tem mais de 50 mil alunos matriculados, com 17 mil na graduação presencial, 4.000 na semipresencial, 24 mil a distância e 6.000 na pós-graduação.

“A chegada da FMU fortalecerá a posição estratégica da rede de instituições que integram o ecossistema Ânima no ensino superior brasileiro, com um portfólio de marcas fortes, tradicionais, adicionando crescimento de receita às suas operações nos segmentos Core e Digital”, diz Paula Maria Harraca.

(Fonte: UOL)



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