Redação nota mil: estudante revela rotina de estudos

A divulgação dos resultados do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2025 trouxe um motivo especial de comemoração para a cidade de Barreiros (PE), Mata Sul de Pernambuco. Isso porque o estudante Wellington Ribeiro, 19, tornou-se um dos seletos estudantes a atingir a nota máxima na redação do exame aplicado em novembro do ano passado. O jovem, que cursou todo o ensino médio no Recife, a duas horas de sua casa, transformou a persistência em resultado prático após uma jornada de quatro anos realizado os exames.

Com o objetivo de cursar UFPE (Direito na Universidade Federal de Pernambuco), ele relembra que o sucesso não veio da noite para o dia, mas de um processo de amadurecimento constante. “A preparação desde o primeiro ano de prova foi crescente, a cada ano o desejo e esforço para alcançar a nota máxima na redação só aumentavam. Neste último ano em específico, eu foquei na resolução de simulados e, posteriormente, de redações semanais em conjunto com a correção minuciosa delas”, explica o estudante.

A construção do texto dissertativo-argumentativo, ponto crucial para o desempenho no Enem, foi marcada por um repertório sociocultural diversificado e uma análise crítica profunda. O tema adotado na última edição da prova foi "Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”. Wellington detalhou como articulou diferentes áreas do conhecimento para sustentar seus argumentos, em um texto que contou com menções a Clarice Lispector, Lei dos Sexagenários e ao sociólogo Ruy Braga.

“O conto de Clarice aborda a realidade de exclusão vivenciada pela terceira idade brasileira, algo intimamente relacionado às baixas perspectivas acerca do envelhecimento do Brasil. Já sobre a história do Brasil, decidi dar ênfase à Lei dos Sexagenários, a qual, de forma velada, marginalizava a população escravizada da época. No caso de Ruy Braga, usei a sua perspectiva crítica voltada à realidade latino-americana, de combate, principalmente, à falta de um modelo político assistencial a populações mais vulnerabilizadas. Minha rotina de estudo foi voltada à realização de simulados, como a SAS, toda a semana e às redações semanais”, conta o estudante.

Além do domínio do conteúdo, o gerenciamento do tempo e a organização mental durante o dia da prova foram fundamentais. O estudante adotou um método rigoroso para manter a calma e a produtividade sob pressão. “Minha estratégia de prova foi começar por inglês e ir revezando as questões de Linguagens com a confecção da redação e as questões de Humanas com a transcrição da redação”, revela. Para o futuro acadêmico e para aqueles que ainda buscam o sonho da aprovação, Wellington deixa uma mensagem de resiliência e fé no processo: “Eu diria para ele nunca desistir e que, no final, Deus sempre nos coloca no melhor caminho”.

(Fonte: CNN Brasil)



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